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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O mágico Simão

Queridos leitores. 
Escrevo-lhes hoje sobre o mágico Simão, que aparece em Atos 8:9-25. As mágicas de Simão eram um misto de truques, adivinhação, ocultismo, ciência, supertições, etc. Veja o trecho bíblico.
"Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo. E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniqüidade, e ora a Deus, para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração; Pois vejo que estás em fel de amargura, e em laço de iniqüidade. Respondendo, porém, Simão, disse: Orai vós por mim ao Senhor, para que nada do que dissestes venha sobre mim. Tendo eles, pois, testificado e falado a palavra do Senhor, voltaram para Jerusalém e em muitas aldeias dos samaritanos anunciaram o evangelho." (Atos 8:17-25)
Lendo-se este trecho bíblico, entende-se que Simão ofereceu dinheiro aos apóstolos para receber o Espírito Santo de Deus com fins egoístas, para aumentar o seu suposto poder e certamente cobrar por isto. Foi prontamente e severamente advertido por Pedro. "Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus." . Saliento ainda o seguinte trecho: "pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro.". Queridos amigos, é inacreditável que hodiernamente, embora a Palavra de Deus seja clarissíma, muitos ainda vendem (como se fosse possível) os dons de Deus. Este é o assunto que pretendo resumidamente desenvolver neste pequeno artigo. 

Há muitos que pensam que podem vender a palavra de Deus, os dons de Deus, a graça de Deus. Vendem até o sacrifício de Jesus naquela cruz. Vendem o seu precioso sangue. Isto me lembra de Mateus 23:15, que diz: 
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós."
Pedro foi muito pontual quando disse:
"Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus."
É muito claro quando Pedro fala a situação, em que Simão e todos aqueles que querem comprar ou vender as coisas de Deus (seus dons, sua graça, seu Espírito Santo, etc.), se encontram: "...Pois vejo que estás em fel de amargura, e em laço de iniquidade.". Esta é a condição mínima de miserabilidade que se encontram aqueles que querem viver da compra ou venda das coisas de Deus. Certamente as consequências são muito mais sérias para aqueles que vendem as coisas do Reino de Deus, pois foi o que Pedro e João não fizeram diante da oferta de Simão. Simão não recebeu o que pediu para que pudesse vender. Certamente, da mesma forma, não possui aquele que tenta vendê-las. Veja abaixo Isaias 55:1.
"Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite."
Damos de graça o que recebemos de graça e tudo o que vem de Deus é graça, imerecida, dons gratuítos, vida eterna, salvação, reconciliação com Deus, provisão divina em todas as áreas, porque o Senhor cuida de Seus filhos, sem doutrina da prosperidade, que é uma falsa doutrina, doutrina pregada nas sinagonas de Satanás que tornam seus seguidores mais filhos do inferno do que aqueles que a proclamam. 

Assim, como acontece com a mentira do dízimo, hoje supostamente cobrado baseado na lei Levítica, que prescreveu na cruz de Cristo, ou no dízimo de Abraão ou Jacó e principalmente pelo trecho bíblico de Malaquias 3:10, que nunca foi cobrado em dinheiro, mas sim em produtos agrícolas e gado, para fins de manter os sacerdotes levíticos (que não mais existem), orfãos, viúvas e estrangeiros, nenhuma coisa de Deus pode ser adquirida através de dinheiro. Nem mesmo os sacrifícios eram aceitos por Deus, pois o coração daquele povo era muito infiél e duro. Como poderemos ainda pensar que conseguiremos nos achegar à Deus por meio do dinheiro, de interesses financeiros, ambições, cobiça e ganância? Deus, criador de todas as coisas, dono de todo ouro, de toda a prata, de tudo o que é mais valioso, de tudo o que existe, poderia se interessar pelo meu, pelo teu, pelo nosso dinheiro? Quem se interessa por isto é o homem, que invariavelmente busca desesperadamente por dinheiro e poder, enganando as pessoas, vendendo o que não possui. Duvidemos quando houver dinheiro envolvido, porque Deus não é Deus de confusão, mas de ordem e certamente nos dará o discernimento necessário.
"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." (1 Timóteo 6:10 )
Afastemo-nos destes lobos devoradores, disfarçados de ovelhas. Falsos mestres, que citam a palavra de Deus, dizendo fazer curas, dizendo expulsar demônios, mas que na verdade, tentam vender o Nosso Senhor, sua palavra, seu sacrifício, seu sangue e o Seu Espírito Santo, como queria fazer, impossivelmente, o mágico Simão. Vivem das coisas de Deus como profissão, para seus próprios interesses, com suas falsas doutrinas, com seus sofismas, suas enganações incutidas nas mentes das pessoas através de lavagens cerebrais semanais, manipulações emocionais que no fundo, além de obter recursos financeiros de suas "ovelhas", visam desviar os cristãos do caminho da verdade, dizendo-se intermediários, mediadores entre Deus e o homem, dizendo-se coberturas espirituais absolutamente necessárias para que as pessoas possam ser crentes ativos em seus "ministérios", por eles mesmo criados. Estes falsos mestres, falsos pastores com seus títulos eclesiásticos (pastores, bispos, apóstolos, profetas, mestres) ordenados por si próprios ou por alguém de mãos tão vazias quanto as suas, são destruidores da fé genuína em Cristo e destruidores de homens. Porque além de destruir espiritualmente as pessoas, as destroem materialmente roubando-lhes, através de mentiras, seus ganhos, seus sustentos, sua provisão. Uma destruição total, tornando as suas escravas. Ao contrário do que dizem aos fiéis, eles sim são os que roubam à Deus, pois a provisão quem nos dá é o próprio Deus. Se nossa provisão, que foi concedida por Deus, que é o dono verdadeiro de todas as coisas, é roubada, então eles roubam ao próprio Deus. Os conheceremos pelos seus frutos, como Jesus bem nos alertou e ainda nos disse:
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João 14:6)
Fiquemos todos na Paz, que execede todo o entendimento,
do Nosso Senhor Jesus Cristo de Nazaré.

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