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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O preço que se paga

Queridos leitores.

Há algum tempo atrás meu filho sugeriu um filme chamado "O preço do amanhã", de novembro de 2011, com o nome original de "In time", com Amanda Seyfried (Sylvia) e Justin Timberlake (Will Salas) entre outros. Assistimos juntos naquele tempo. Assisti como um cinéfilo de ficção científica, mas não percebi o olhar crítico do filme, que era muito aparente. Somente percebi na segunda assistência ao filme, nesta semana e que tem muito a ver com tudo o que sempre escrevi neste Blog. Numa auto-análise, sempre me coloquei em cheque devido ao fato de gostar de assistir filmes, naqueles momentos de descontração e descanso. Não cheguei a uma conclusão final sobre isto Te convido a ler o artigo "Adultos ou crianças?" e outro mais atual chamado "Ver ou não ver, eis a questão" que tem um foco um pouco diferente, que ainda não postei, mas que postarei a seguir.

As constatações que aqui apresento são reflexões originárias de muito do que assisti no cinema em filmes e documentários, que retratam a realidade de um mundo  dominador, mentiroso, escravagista e disfarçado, aparentando prover liberdade à massa humana.

A sinopse do filme é esta, do site "Adoro cinema":

"Em um futuro próximo, o envelhecimento passou a ser controlado para evitar a superpopulação, tornando o tempo a principal moeda de troca para sobreviver e também obter luxos. Assim, os ricos vivem mais que os pobres, que precisam negociar sua existência, normalmente limitada aos 25 anos de vida. Quando Will Salas (Justin Timberlake) recebe uma misteriosa doação, passa a ser perseguido pelos guardiões do tempo por um crime que não cometeu, mas ele sequestra Sylvia (Amanda Seyfried), filha de um magnata, e do novo relacionamento entre vítima e algoz surge uma poderosa arma com o sistema e organização que comanda o futuro das pessoas."

Obviamente numa observação mais profunda podemos ver os problemas atuais da nossa sociedade ali expostos não limitando-se ao que diz a sinopse sobre o controle da superpopulação. Vi muito mais do que isto e cheguei a uma conclusão que descortinarei até o final.

Nos meus artigos anteriores expus meu entendimento de que tudo o que consumimos e pagamos com nosso dinheiro não se trata simplesmente de dinheiro. Trata-se de tempo de vida. Quando liguei o que havia entendido anteriormente com o que acontece no filme, fiquei deveras surpreso. Certamente você também ficará. Este entendimento não é coisa nova. Gostei de quando vi a cena, que se repete algumas vezes, onde o protagonista faz uma ligação telefônica e paga com um minuto de sua vida e, noutra cena, quando eles, que independentemente de seus esforços (não quero contar o filme), constataram o aumento do custo de vida, temeram que talvez tudo fosse em vão. O povo começa a receber mais créditos, ou seja, mais tempo de vida, mas em compensação tudo aumenta de preço. Tudo manipulado. Fiquei feliz pela analogia e pela constatação. Trata-se da mesma situação que vivemos todos os dias, aqui no "mundo real".

Isso nos traz uma atual e triste constatação: todas as crises econômicas, aparentemente, são criadas propositalmente pelos homens que estão no poder em conluio com aqueles que dominam as maiores fortunas do mundo. Parece que de tempos em tempos crises são criadas para que aqueles que tem o domínio do dinheiro (e do povo) ganhem ainda mais. Você não crê? Parece teoria de conspiração? Penso que não.

Mais aparente é quando compro uma casa, um carro ou as coisas tecnológicas que tanto gostamos, estamos não somente gastando dinheiro, mas o tempo das nossas vidas destinados a obter tais coisas. Parcelamos em diversas vezes para que possamos obtê-las. Sacrificamos nosso tempo, separados das preciosas vidas dos nossos familiares, para trabalhar cada vez mais, para obter tais coisas. O sistema nos convence de que precisamos destes "bens", pois todos os querem e todos os compram porque é normal e tornam-se sonhos de consumo. Vergonhosamente acontecem até paradoxos onde alimentos (industrializados ou envenenados por agrotóxicos), que nos fazem crer que precisamos, nos matam ao invés de nos alimentar. Num primeiro momento alimenta, mas com o tempo mata. Coisa típica das soluções do homem. Muitas vezes passamos boa parte das nossas vidas desejando estas coisas, outra parte para conquistá-las e o restante do nosso tempo de vida trabalhamos para quitá-las. Muitos morrem sonhando sem conseguí-las e outros morrem antes de pagá-las, deixando seus sonhos e seus "compromissos" para outros sonharem ou pagarem. Não será isto uma escravidão? Afinal, a indústria precisa vender, empregos precisam ser gerados, o governo precisa existir e nós precisamos ser escravos para que tudo funcione. Que coisa terrível.

Enquanto isto aqueles que são os "donos do dinheiro" vivem num mundo abastado e "apartado" das demais pessoas. Para eles as coisas são pagas à vista. Não gastam seu tempo de vida trabalhando para obter coisas. Para eles é só querer e torna-se fato. Os recursos da terra parecem ser só seus. Gastam seu tempo de vida criando estratégias para fazer o sistema capitalista (não defendo sistema algum) trabalhar para eles, para que possam usufruir do seu tempo de vida com suas famílias, caso consigam. No entanto há outros fatores que eles não entendem devido a sua pobreza espiritual, coisa que para eles é coisa de pobre e ignorante. Estas pessoas tem por certo que a religião (e fora deste contexto futebol, carnaval, tv e suas novelas, etc) foi algo criado para a manipulação da massa humana, principalmente para os pobres. Tudo para que se mantenham no topo da cadeia do domínio (ou seria cadeia alimentar, eles predadores e nós as presas). Muitos trabalhando muito, destinando seu tempo de vida, para que poucos possam estar lá em cima (tipo marketing de rede). Ironico não é mesmo? O interessante destes homens estrategistas é que uns alavancam outros, não por querer o bem ao próximo (será que eles sabem o que é isso?), mas para que o sistema se sustente e que eles possam ser cada vez mais beneficiados nestas alavancagens, colocando estes parceiros selecionados em posição estratégica e de destaque para a sustentação dos próprios alavancadores e do sistema. Ultimamente constatamos isto muito bem, na política; o aparelhamento do Estado pelo partido do governo com o objetivo de se manter no poder para enriquecer ilicitamente através de meios inimagináveis para a quase totalidade do povo. Discurso difícil de ouvir, não é mesmo? Pelo visto subvalorizamos, subestimamos nosso tempo de vida, pois o entregamos por qualquer coisa sem valor. Em tempo: o que podemos pensar de pessoas que morrem ou se deixam matar nas portas de hospitais por falta de atendimento, quando somos o país com a maior tributação do mundo? Difícil né? Ovelhas mudas no matadouro?

Friso, destaco, grifo e repito; tudo o que compramos e consumimos não se trata de gastar dinheiro, mas sim nosso tempo de vida para adquiri-los. Invariavelmente somos irresponsáveis neste aspecto. Pagamos um preço alto demais por coisas que nada ou pouco valem. Muitas vezes somente pela suposta facilidade que o produto nos oferece. Coisas que não precisamos, mas que fazemos porque todo mundo faz ou compramos porque todos compram. A sociedade e o sistema ditam nossas necessidades, sonhos de consumo, sem nos informar o preço real que pagaremos, a saber, nosso tempo precioso de vida. Neste momento lembro-me de duas músicas dos Engenheiros do Hawaii, "3a. do plural" e "O preço". Não deixe de ouvir e atentar para a letra. A visão da sociedade dos Engenheiros do Hawaii sempre foi muito crítica, pontual e atual em muitas das suas músicas. E pare com esse negócio de que não é música gospel. Tem música gospel por aí que é mais comercial do que muitas musicas seculares verdadeiramente inofensivas.

Conclusão:

Quando Deus criou o mundo, não fez o homem para o trabalho duro. Deus queria o homem junto dEle, como sua companhia. Deus visitava o homem todo dia ao entardecer, antes da queda. Deus o criou e deu toda a autoridade para ele dar nome aos animais e cuidar da terra. Mas veio o diabo na forma da serpente, enganou Eva e consequentemente Adão, pois eram considerados um só diante do Criador, e então depois disto foi dito por Deus: "...maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. ..." (Gn 3:17) "No suor do teu rosto comerás o teu pão..." (Gn 3:19).

Um dia expliquei isso, pelo Whatsapp, para uma sobrinha e ela imediatamente esbravejou: "Maldito diabo!" :)

O homem entrou então num ativismo do mundo, trabalhando cada vez mais para obter coisas, na maioria das vezes desnecessárias para a sua sobrevivência. Gasta no que não é pão, metafóricamente falando e parafraseando um lindo trecho bíblico (Isaias 55:2). Pegue a bíblia e veja que maravilha de escrito.

Diante do que foi acima escrito e de outras reflexões que você poderá desenvolver sobre este assunto, além do que será escrito no artigo que cito abaixo de grande importância, é certo que só Jesus Cristo de Nazaré para nos livrar desta escravidão. O homem por si só jamais conseguirá livrar-se das amarras do mal, da mentira, da dominação, da traição e da escravidão imposta pelo mundo. Por isso quem é de Jesus sabe que não pertence mais a este mundo, porque não faz mais sentido. As verdades são reveladas e o domínio do mundo sobre nossas vidas vai se extinguindo. Veja o artigo anterior a este, Livres em Jesus Cristo de Nazaré. O verdadeiro governo será o de Jesus Cristo de Nazaré, quando da sua volta. Jesus Cristo de Nazaré, Yehoshua, é o único que pode nos livrar de toda a escravidão, nos dando uma vida plena e abundante, nos fazendo vislumbrar um mundo que os olhos do homem natural não conseguem ver.

Ou será que sou simplesmente o que os "tops da cadeia" podem pensar que sou: Uma pessoa manipulada pela "religião" (rótulo para as coisas de Deus que eu não aceito) para que eu não me oponha ao seu domínio e escravidão imposta? Claro que não, ao contrário, senão não estaria escrevendo isto.

Nos próximos artigos escreverei sobre como podem acontecer "Lulas" e "Dilmas", quando toda a população os rejeita depois de constatarem que foram enganados e traídos.

Fiquemos todos na Paz, que excede todo o entendimento,
do Nosso Senhor Jesus Cristo de Nazaré (Yehoshua).

Um comentário:

Lourdes Lenz disse...

César meu irmão está muito assustador e chocante
tudo isso...já pensei muito sobre este assunto concordo contigo....só Jesus e Deus mesmo para nós salvar.