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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Posicionamento nas decisões

Para o desenrolar do tema, preciso explicar logo de início: 
  • Nosso Deus não é um Deus de confusão; 
  • Contrariamente ao que muitos terapeutas afirmam, existe o bem e o mal; 
  • Não há a batalha, como tantos pensam, entre o bem e o mal, Deus contra o diabo;  
  • O Senhor, nosso Deus, é poderoso, soberano, criador de todas as coisas e tem o controle sobre tudo; 
  • O Senhor permite determinadas ações do mal, talvez devido ao livre arbítrio ou pela volição que Ele nos concedeu ou talvez ainda, por mistérios, coisas que não podemos entender. 
  • Esse texto não te levará a tomar decisões pela tua própria vontade, como poderá ser mal interpretado, à princípio. Quem realmente entendê-lo, será liberto e conhecerá o verdadeiro tempo e vontade de Deus, para todas as decisões da sua vida. Quem foi liberto pelo Filho de Deus, Jesus Cristo de Nazaré, é verdadeiramente LIVRE.
Neste artigo, quero apenas trazer algumas verdades bíblicas que nos ajudam, no que diz respeito ao posicionamento e decisões nas nossas vidas. Vivemos, muitas vezes, situações em que pensamos que Deus está "moldando" o nosso caráter. No entanto quando fazemos um balanço dos fatos, vemos que ao invés de estarmos sendo edificados, estamos nos tornando pessoas piores. Tratam-se de situações que nos tornam pessoas amargas, azedas, inseguras, desconfiadas, murmuradoras, vingativas, odiosas e tristes, contrariamente ao que Jesus Cristo nos ensinou. Isso tudo se reflete no trato com as pessoas. Como estou tratando os outros? A liberdade que considero que Cristo me concedeu respeita as outras pessoas? Há o amor ao próximo? Jesus disse: que conheceríamos a árvore pelos seus frutos, por isso acredito que isso possa ser levado também para as situações, algumas as quais explico. Jesus disse: 
"E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
(Mateus 22:39, 19:19; Mc 12:31; Gl 5:14;Tg 2:8; Lc10:27; Rm 13:9 e muitos outros). 
Como poderei amar os outros como a mim mesmo, se a situação em que estou, por falta de decisão, me torna uma pessoa pior, que não ama a si própria e muito menos os outros. Me autoflagelo pensando que agrado a Deus (só isso já daria um artigo inteiro). Muitos cristãos, em atitudes piores do que faziam os fariseus, numa religiosidade tremenda, numa "crentice" condenável, ficam esperando, indefinidamente, que Deus desça do céu para lhes dizer o que fazerem, para se posicionarem nas suas vidas. Tanto em decisões pessoais, espirituais, ministeriais, etc. Veja neste link o artigo sobre o tempo de Deus.

Essas pessoas deixam a vida lhes levar, justificando que temos que respeitar e esperar o tempo de Deus. Permitem a maldição sobre suas vidas dizendo que é a vontade de Deus. Não percebem que se houve intimidade com Deus, oração e o espírito não está entristecido, devemos nos posicionar nas boas decisões que temos que tomar. Se for de Deus vai prosperar se não for não irá nem começar. O Espírito de Deus é quem nos ajuda nisso, pois somos de Jesus.

Cristãos que assumem essas atitudes, impedem as bençãos de Deus. Pensam estar fazendo a vontade de Deus, mas não percebem os verdadeiros frutos da sua indecisão. Frutos bons, árvore boa. Um posicionamento e uma decisão acertada, em Deus, é benção para quem a toma e para todos ao seu redor. Esses cristãos sem posicionamento, simplesmente, pegam algum testemunho específico e o tomam por base, literalmente, para "ficar esperando em Deus", sem considerar que Deus age personalizadamente, ou seja trata cada caso diferentemente. Nesses testemunhos temos que somente reconhecer o mover de Deus. Há de nos perguntarmos: Será que o que estamos vivendo edifica, realmente, a nossa vida e o corpo de Cristo? ou trata-se somente, como exemplo, um sofrimento sem sentido, ao passo que se nós saíssemos dessa situação poderia servir melhor ao Senhor? Estamos frutificando? Quais os frutos (perseverança, bondade, alegria ou desejos de violência, ódio, mentira ou um "mix" disso tudo)? Verdade mais verdade é igual a verdade, verdade mais mentira é igual a mentira. Todos sabem disso. O nosso exemplo edificou alguém e deu certo, ou só trouxe problemas? Será que permanecendo nessa situação não somos simplesmente pessoas enganadas pelo mal para não frutificar? Será que não teremos esse discernimento? Deus não nos dá esse discernimento?

Para reforçar esse pensamento, sabemos que Deus pode falar conosco através de algumas formas, como por exemplo através de outros cristãos, através de sinais e maravilhas, através da sua palavra e sempre pelo seu Espírito Santo. No entanto, somos muitas vezes orgulhosos e arrogantes demais, para aceitar que outra pessoa recebeu uma palavra de Deus, para nos dar. Dizemos: "Deus é o suficiente para falar direto comigo, sem intermediários, nem adianta vir.".  Isso é orgulho e arrogância, mesmo que pensemos que estamos nos protegendo de falsas "profecias", as famosas "profetadas". Nos fechamos para o que Deus tem a nos dizer, pois queremos que seja do "nosso jeito" e não do jeito que Deus quer se manifestar. Dessa forma Deus fala, mas não ouvimos.

Temos que estar muito atentos, pois a linha entre o certo e o errado é tênue. O mal normalmente se disfarça de bem, não aparece com sua cara feia. Algumas vezes até aparece, na forma de sofrimento, miséria, maldições, maldades, mas as pessoas acham que é provação, se lembram de Jó, e são enganados pois não estão sincronizados adequadamente com Deus, senão perceberiam a diferença. Isso também acontece, porque estamos muito envolvidos com aquela situação específica e então não vemos a verdade. 

Nossa falta de posicionamento nos faz permanecer em situações erradas, juntos com os iníquos, na iniquidade, na mentira e no engano. No entanto, a bíblia nos fala que devemos nos apartar de toda a iniquidade e de quem a pratica. Não adianta dizer que temos que estar no meio dos perdidos para ajudá-los a se salvar. Salvar é uma coisa, participar dos acontecimentos e da vida dos iníquos é outra coisa. Ficamos tão envolvidos que nos tornamos iguais à eles. Seria algo como: querendo salvar alguém ligado a drogas, prostituição, por exemplo, nós participássemos de tudo o que eles fazem e pensam transformando-nos iguais à eles. Assim, nos perdendo para salvar alguém. Será egoísmo nós não fazermos isso? Será que devemos nos doar a ponto de nos perder? Não creio nisso. O que digo não tem nada a ver com o dar a vida pelo irmão, que é correto e bíblico.  Jesus Cristo disse:
"E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." (Mateus 7:23). 
Jesus Cristo deu o exemplo ao falar essas coisas. Se ele que é Deus, quer que os iníquos se afastem d'Ele, se apartem d'Ele, é obvio que temos que fazer o mesmo. É algo que embasa muito os escritos acima. Não podemos, jamais, compactuar com o mal, pois nos tornaremos iguais aos que o praticam, semelhantemente àqueles que adoram ídolos. Temos que nos apartar de toda a iniquidade e da roda dos escarnecedores (salmos 1:1), que mesmo sabendo da verdade praticam o mal, zombando de Deus, do bem e dos que o praticam.

É bom lembrar que é muito comum ver as pessoas observar (cumprir) o que diz um trecho bíblico, como a vontade de Deus. Tudo com o objetivo de manter uma situação como está, ou seja a nossa falta de posicionamento. No mesmo instante ignoram outro trecho que diz o contrário do que estão fazendo. Será que a palavra de Deus se contradiz? Claro que não. Ele é inerrante! O que existe são interpretações erradas. Não consideram vários fatores, como por exemplo, para quem, em que contexto, em que tempo, como viviam as pessoas alvo dessas palavras, e muitas outras coisas. Muitas vezes estão mais preocupadas com o que as pessoas dirão, o julgamento do homem. Entendido isso, nesse momento nos vem uma pergunta: Será que essa nossa falta de posição já é um posicionamento? Isso me lembra de uma fala de Jesus que responde a essa pergunta:
"Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha". (Mateus 12:30)
Aqui, Jesus Cristo falava, que quem fica em "cima do muro" já se decidiu. É contra Ele. A resposta para a pergunta do parágrafo acima é Sim! É um posicionamento. Quando não nos posicionamos deixamos de receber as bençãos de Deus. Não prestamos um serviço adequado, a nós, aos outros, a Igreja e à Deus. Permanecemos nas coisas velhas que já se tornaram obsoletas e não mais frutificam, se é que frutificaram um dia. Confundem com perseverança e ignoram o verdadeiro plano de Deus. As coisas novas dão mais trabalho. É necessário mais esforço para o novo, as mudanças incomodam, mas são ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIAS. Entreguemos, verdadeiramente, nossos caminhos e vidas à Deus e não ao diabo, com seus disfarces, maldades, maldições e sofismas, que visam minar/minguar os justos.

Fiquemos todos, na Paz que excede todo o entendimento, 
do Nosso Senhor Jesus Cristo de Nazaré, Yeshua Hamashia.

domingo, 20 de abril de 2014

Dízimo, alguns segredos agora revelados.

Queridos leitores,

Atualmente as congregações, não digo Igreja de Jesus Cristo, pois muitas não são, cobram os dízimos de seus fiéis baseadas principalmente no trecho bíblico de Malaquias 3:8-12. Justificam ainda essa cobrança dizendo que somos mordomos, despenseiros do Senhor, que não somos donos de coisa alguma, que o Senhor é o dono de tudo. Que o Senhor é justo, nos deixando ficar com 90% e requerendo somente os 10% dos nossos salários, os ganhos dos fiéis. É verdade! Temos que saber que a palavra de Deus é verdadeira, tudo é realmente d'Ele, não somos donos de nada, somos somente despenseiros do Senhor, mas... continuando... há congregações em que as pessoas devem obrigatoriamente se identificar nos envelopes do dízimo, outras colocam barreiras, sutilmente, para aqueles que não dizimam, constrangendo assim os fiéis. São congregações que fazem os crentes pecar, incutindo nas suas mentes a "obrigação" de dizimar, pois dizem: roubareis o Senhor teu Deus? Afirmam: Sim roubam nos dízimos e nas ofertas. Declaram ainda que se os fiéis derem o dízimo, o Senhor os protegerá contra a ação do devorador, que dizem que é o diabo. Desafiam o crente para provar a Deus, pois se dizimarem o Senhor derramará suas benção sem fim sobre esses fiéis. Dizem que é somente nisso que podemos provar o Senhor, porque está escrito. Pergunto: Justamente no dinheiro? Tudo baseado no texto de Malaquias capítulo três. Será que esse texto é para nós, nosso tempo, será que está interpretado corretamente, ou a palavra de Deus está incorreta? Veremos.

O problema não está na inerrante e sagrada Palavra do Senhor, mas sim em quem a interpreta e a proclama. Interpretam tendenciosamente e proclamam mentiras, falsas doutrinas, iguais ou muito semelhante a teologia da prosperidade, entre outras, que destrói e denigre a Igreja do Senhor Jesus Cristo. Muitas pessoas ditas "perdidas" no mundo, dizem, sem reservas, que todo o pastor é ladrão. Quem já não ouviu isso? Obvio que não é verdade. Isso dificulta a salvação das pessoas, pois muitos pastores falam mais de dinheiro do que aqueles que se acham "perdidos", aliás, muitos perdidos estão mais salvos que do muitos pastores, que perderam a sua "coroa", nas supostas Igrejas de Jesus Cristo. É controverso? Claro que é! Mas a cobrança de dízimo não é controversa. A verdade é clara. O dízimo como é "exigido" nas congregações é uma mentira do diabo. Deus, o dono de todo o ouro, de toda a prata, enfim de toda a riqueza, pois é o criador de tudo, não precisa do nosso dinheiro. Quem precisa é o homem, com suas instituições assemelhadas a empresas com inclusive, CNPJ. Congregações que dão um péssimo exemplo aos "perdidos" através das suas divisões, dissenções e facções, espalhadas pelo mundo afora, na forma de diversas denominações. Experimente juntá-las para ver as discordâncias doutrinárias, que levam a divisão.

Escondem a verdade dos crentes para continuar recebendo deus dízimos, baseados na mentira, somente para que suas congregações e suas obras sobrevivam. Será que fins justificarão os meios? Isso não existe no vocabulário cristão! Será mesmo que essa é a vontade de Deus? Obras feitas a qualquer custo. Aquela frase, que bem conhecemos, de que Deus usa ferramentas santas para seus propósitos santos não vale nada? Onde está a confiança de que Deus proverá, e que temos que confiar nossas vidas totalmente à Ele, que tanto pregam?  Não vivem isso, pois dependem de uma mentira para conseguirem seus recursos. Abaixo apresento as razões pelas quais os dízimos não são devidos. Com isso não estou promovendo o fechamento das igrejas por falta de sustento, mas sim promovendo a verdade que agrada a Deus. A verdadeira Igreja de Jesus Cristo não fechará. Se é de Deus prosperará. Deus quer o nosso coração bom, generoso, desapegado das coisas materiais. Precisamos congregar e ofertar. O Espírito Santo de Deus é o suficiente para tocar o coração daquele que precisa ofertar. Deus nos sustenta, pois tudo é verdadeiramente d'Ele. Muitas vezes não conseguimos imaginar até onde o homem chega, para conseguir o dinheiro e o poder por ele gerado. Vivamos então na verdade, na justiça, como o Senhor Jesus Cristo, nosso único mestre, nos orientou. Temos que ficar atentos as mentiras dos homens, que visam os seus próprios interesses e fazer com que muitos se percam. Quem torna o dinheiro seu ídolo, seu Deus, é do mundo, mas nós não pertencemos a este mundo, assim como Jesus Cristo não pertence ou pertenceu, por isso os homens não o reconheceram, como o Messias, O Filho de Deus. Concordo com muitas coisas que o teólogo Paulo Gomes do Nascimento, escreveu sobre esse assunto em alguns sites da internet. Há muitos mais detalhes e razões contra o dízimo, mas seguem as principais. Prestemos atenção, abramos nossos olhos e façamos o que é certo: 

1. Ao ler os três primeiros capítulos de Malaquias podemos ver que o contexto inteiro está baseado na lei cerimonial.

2. O dízimo se enquadra somente na lei cerimonial. Lei que prescreveu na cruz. Não tem mais nenhuma validade para todos nós que vivemos na Nova aliança. A lei cerimonial é para os judeus do velho testamento. Dízimo é lei cerimonial, tema da Velha Aliança. Depois da ressurreição de Jesus, não há nenhum texto bíblico que instrua o povo de Deus a pagar dízimos. O texto de Malaquias não se aplica a nós, pois estava num contexto da lei cerimonial, que já tornou-se obsoleta.

3. O texto de Malaquias 3:8-12 é pregado nas congregações, sob a luz de duas interpretações simultâneas, literal e contextualizado. Assim surtindo o efeito desejado para justificar a atual cobrança do dízimo.

4. O texto de Malaquias 3:8 diz respeito a sacerdotes desonestos que roubavam a casa do tesouro, tirando recursos das viúvas e órfãos, que necessitavam. O Senhor, no capítulo anterior, havia desaprovado os sacerdotes, que ofereciam holocaustos defeituosos. Não honravam o Senhor. Faziam pouco do Senhor e do seu "altar". Os sacerdotes, diziam que os que praticavam o mal "caminhavam" bem, enquanto eles estavam debaixo de maldição e iam de mal a pior. O Senhor rejeitou seus sacrifícios, suas ofertas e seu falso jejum. Naquele momento o povo deixava de entregar seus dízimos e ofertas, o que era contra o Senhor. Dessa forma os sacerdotes tinham que ir ao campo trabalhar, por falta de sustento. O devorador citado em Malaquias 3:11 tratava-se de gafanhotos que destruíam as plantações, já que quem pagava os dízimos eram os judeus que trabalhavam na terra e com gado. Vejam a seguir o que escondem dos crentes;

5. O dízimo, que é lei cerimonial, era dado exclusivamente em produtos agrícolas e gado. Nunca em dinheiro. Não adianta dizer que hoje as coisas mudaram, que as pessoas moram nas cidades e devem dar seu dízimo em dinheiro. Onde isso está escrito na bíblia? 

6. O dízimo foi instituído exclusivamente para os judeus, aqueles que trabalhavam na terra e/ou criavam gado. Outras atividades como por exemplo: pedreiros, mestres-de-obra, ourives, caçador, artesãos, guardas, pescadores e muitos outros, NÃO PAGAVAM DÍZIMO (Porque as congregações não dizem isso aos seus fiéis?). Seria algo, nos dias atuais, como se só os fazendeiros pagassem o dízimo. 

7. O dízimo era entregue num único lugar, no templo, na casa do tesouro, no templo em Jerusalém, que não mais existe. Deveria ser SOMENTE lá e em NENHUM outro lugar, mesmo que alguém possa considerar, atualmente, a Igreja (prédio) como o templo e a tesouraria a casa do tesouro, adequados para a entrega do dízimo. Não é!

8. Era destinado aos sacerdotes, Arão e seus descendentes (Kohen, Levi ou Levis) que não tinham ganhos, parte da herança, ou seja sem propriedades e bens, já que viviam suas vidas exclusivamente para Deus.

9. No primeiro concílio da Igreja (Concílio de Jerusalém), primeira reunião dos apóstolos para decisão das coisas que os crentes gentios deveriam fazer, somente deveria ser observado, o que consta na carta apostólica desse evento, quais sejam: 
Que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas...” (Atos 15:29)
10. O dízimo de Abraão a Melquisedeque, aconteceu antes da lei e foi ÚNICO. Tratava-se de despojos de guerra, que haviam sido roubados pelo reis derrotados por Abraão. Abraão não ficou com nada dos despojos. Deu 10%, mas não ficou com 90%. Não houve acréscimo no seu patrimônio e nem nos seus ganhos. Abraão era gentio, veio de Hur dos caldeus, com costumes herdados de civilizações pagãs, que também faziam oferendas aos seus deuses. Melquisedeque era um sacerdote-rei (sem genealogia, sem início ou fim de dias) cultuado pelos fenícios e cananeus, mas que representava o Senhor Jesus Cristo. Melquisedeque era dos Jebuseus. Melquisedeque, pão e vinho, a benção e o dízimo de Abraão, tratavam-se de um simbolismo para a vinda do Messias, mensagem à Israel. O dízimo de Abraão não serve como base para a atual cobrança do dízimo, por esses motivos e mais ainda pelos que seguem;

11. Como explicar o voto de dízimo de Jacó (Gn 28:20-22), que primeiro colocou condições para Deus cumprir, “Se”s, para que ele dizimasse. Como explicar que Jacó primeiro pediu as bençãos, para depois dizimar, contrariamente ao que pregam nas congregações?

12. Abraão e Jacó, por exemplo, NÃO eram dizimistas frequentes, pois eram peregrinos (onde iriam entregar os dízimos e a quem, se só poderiam entregar no templo? veja abaixo).

13. O dízimo, como é cobrado hoje, é superstição. A SUPERSTIÇÃO é a contrária a GRAÇA. A superstição manda cumprir exigências a fim de se livrar das conseqüências. A graça já nos fez conseqüências. Somos a conseqüência do amor de Deus. Ele tomou a iniciativa e cravou a lei cerimonial na cruz declarando que somos livres!

Outros Pontos importantes:

1. Somos TODOS SACERDOTES e proclamadores das Boas Novas, do evangelho de Jesus Cristo de Nazaré, assim deveríamos também receber dízimos, se nos dispuséssemos a pregar o evangelho exclusivamente, sem trabalho secular. A palavra de Deus não pode ser cobrada.

2. O dízimo é  pedra de tropeço para os cristãos (dar x receber, missão cumprida), ou seja, dá-se esperando receber e/ou dá-se considerando que já cumpriu sua missão e não precisa fazer mais nada (não ajudar mais ninguém, não dar um prato de comida a quem necessita, nem ser bom e nem viver uma vida santa).

3. É determinado, pregado, através de "ameaças" por supostas ações do devorador, por pressão e não por amor ou agradecimento como dizem que devem ser.

4. Confusão dos crentes, do dízimo, que não mais existe, com a Doutrina da prosperidade. A teologia da prosperidade pode ser facilmente desmascarada olhando-se para a vida do Apóstolo Paulo, que viveu sua vida sempre no “final do cortejo”, abrindo mão de qualquer destaque que poderia ter, sendo humilhado, execrado, como um “espetáculo” para o mundo, muitas vezes sem ter o que  comer, beber e vestir. No entanto Deus sempre lhe proveu sustento e ele soube viver no muito e no pouco, mas sempre alegre e agradecido, em Cristo Jesus.

5. Aqueles que ensinam falsos ensinamentos/doutrinas, não são pessoas enganadas, mas sim inimigos de Deus, conforme está escrito na carta do apóstolo Paulo aos Gálatas, pois sabem da verdade.

6. Para encerrar, a lei mosaica tornou-se obsoleta com a Nova aliança, vivemos numa nova dispensação.

Finalizo esse artigo dizendo: temos que vigiar para não perder nossa coroa, conforme consta em Apocalipse. Temos que ofertar, sem dúvida. Temos que ajudar a congregação que nos acolhe. Temos que ser generosos com todos, ajudar a quem precisa, não através de outros, de instituições, mas através de nós mesmos. Através dos nossos recursos financeiros e do nosso tempo de vida, destinando nossos serviços para a salvação das ovelhas perdidas por esse mundo afora, a começar pela nossa casa e por nossos vizinhos. Jesus deu-nos essa incumbência. Os trechos bíblicos abaixo selecionados, nos dão muita luz sobre a velha lei  e o dízimo:
Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que TUDO SE FEZ NOVO.” (destaque meu) (2 Coríntios 5:17) 
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.” (Mateus 23:15)
Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?” (Mateus 23:33)
O novo convertido, ao conhecer Jesus Cristo, numa pureza de amor, num primeiro amor (Jesus ocupando o primeiro lugar na sua vida), recebe ensinamentos das congregações, que vão incutindo em suas mentes, falsas doutrinas, que nada mais são do que mentiras, falsos entendimentos ou seja, entendimentos tendenciosos, de má fé. Jesus, ao dizer estas coisas, demonstra seu amor e a sua preocupação para a salvação daqueles fariseus. 

Esqueçamos tudo o que nos ensinaram a respeito de dízimo. Vivamos na liberdade que o Senhor Jesus Cristo nos concedeu, com um coração bom, generoso, agradecido à Deus, pois sabemos que tudo é d'Ele. Assim poderemos ofertar com verdadeira alegria, por fazer o bem, ajudando a patrocinar aquilo que o Espírito Santo de Deus nos tocar no coração, não no que dizem os homens com suas pressões e seus interesses próprios.
E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;” (2 Coríntios 9:6-8)

Fiquemos todos na Paz, que excede todo o entendimento, 
do Nosso Senhor Jesus Cristo de Nazaré.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Um espírito sabotador muito estranho

Muitas vezes nos deparamos com os nossos próprios atos, que cometemos quase inconscientemente. Quando alguém nos faz algo que pensamos ser injusto para conosco, já nos imaginamos defendendo essa causa diante de um juiz, ou de alguém que nos ouça a quem possamos explicar o mal que nos fizeram, a injustiça a que fomos submetidos, como fomos prejudicamos e o quanto somos coitados.

Esperamos assim, que essa pessoa fique do nosso lado, nos dê razão e sentencie o desafeto a alguma punição, mesmo que seja somente o prejuízo da sua imagem. Procuramos um ombro para chorar as nossas mágoas e esperamos que essa pessoa se compadeça da nossa situação e chore conosco lágrimas abundantes. Não acontece assim? A bíblia nos diz em Romanos 12:15: "Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram;", mas não nos diz para sermos concordantes com o espírito de vitimização nos outros e em nós mesmos. Este é um fato revelador, o dano que causa o espírito de vitimização e o tanto que ele nos impede de recebermos as abundantes bençãos de Deus.

Esse espírito de vitimização transforma-nos em coitados. Essas coisas não devem existir nas nossas vidas. É chocante quando ficamos contentes quando alguém nos entende e se coloca a favor da nossa causa dizendo: coitado, você tem razão, que situação! Sabe o que significa coitado? trata-se de alguém que sofreu coita, ou seja, uma desgraça, dor, pena ou aflição, desgraçado, pobre, mísero, infeliz, traído, embora em alguns dicionários, erroneamente, tratam a palavra significando o ato de coito, alguém que sofreu um ato ou até uma violação sexual.  Alguém que sofreu essas últimas coisas, certamente também foi chamado de coitado(a), num uso geral da palavra. Como podemos ver, trata-se de uma palavra pejorativa que não deveríamos permitir que nos fosse proferida, pois realça a desgraça, quando, na verdade, precisamos de solução e renovo.

Aquele que se deixa "levar" pelo espírito de vitimização, que gosta de "se fazer de coitado", de se "manter um coitado", de se fazer de "vítima", de injustiçado, ao contrário do que pensa, está no caminho da destruição, por diversos motivos. Entre eles destaco alguns, que me vem agora a mente:

Estaremos vulneráveis ao ataque do mal e de inimigos disfarçados; alguns terão compaixão genuína de nós, mas outros no fundo estarão satisfeitos com o nosso, digamos, "infortúnio";  perderemos um tempo importante nos achando vítimas, enquanto deveríamos estar trabalhando na superação e oferecendo o perdão; mas o mais importante, ao aceitar esse espírito de vitimização, estaremos bloqueando as bençãos de Deus, quer saber porque? Todos sabemos que quase na totalidade, há primeiro uma desconstrução do que estava mal construído,  do que parecia estar certo mas estava errado, para o recomeço, para a restauração, para a construção correta, do que antes era problemático e fracassou. Quantos "fundos do poço" já ouvimos falar antes de uma vida abundante?  Deus permite que haja essa desconstrução para que uma nova construção, com alicerces firmes possa ser erigida. No entanto se assumirmos o espirito de vitimização e não superarmos as tribulações, ao ficarmos chorando as mágoas pelos cantos, como receberemos as bençãos, as novidades que Deus já nos deu se não tomamos posse? 

Temos que confiar em Deus, que ele tem o melhor para nós e que Ele está no controle de todas as coisas.  Pense nisso! Lembre-se de Jó, leia ou releia o livro mais antigo da bíblia, que se tem notícias, e veja um dos maiores exemplo de superação e restauração da história.

Um outro ponto que carece de exposição, é que sempre "puxamos brasa para o nosso assado", ou seja defendemos a nossa causa com interesse. É necessário que pensemos também, que podemos estar errados. Será que foi somente a outra pessoa que errou? Será que nós não participamos com algo para a situação que se criou? Somos tão perfeitos assim? Claro que não! 

Escrevo à vocês sobre essas coisas porque já passei por isso. Aprendi, que temos que superar as situações ruins, perdoar e tirar da "cabeça" (mente) aquela voz que tenta explicar, debater, o porque fomos injustiçados, defendendo a nossa causa, como um advogado faria diante de um juiz, que incrimina aquele que nos "ofendeu". Quando temos a oportunidade de alguém nos ouvir, cai um rio de lamúrias que visam obter apoio para a nossa causa e receber o rótulo de "coitado", como se fosse algo bom. Temos que parar com isso. 

Não precisamos de um advogado que não seja o Espírito Santo de Deus. Ele não nos pede explicação, pois conhece o nosso coração, conhece nossas causas. Nos conhece intimamente e não há o que possamos esconder d'Ele. Temos que ser o suficientemente conscientes para saber que precisamos perdoar, seguir em frente, superar, reconstruir, confiar em Deus e na sua fidelidade, nos apropriar das bençãos que Ele já nos deu. Lembre-se, num sentido figurado, que o passado e o futuro nada constroem, quem pode fazer isso é somente o presente. Faça hoje, não permita que o espírito de vitimização, espírito de coitado(a), tome conta da sua vida. Confie em Deus e siga em frente.

A respeito da nossa justiça e das coisas daqui desta terra, a bíblia nos diz algo muito importante:
"Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam." (Isaías 64:6)

Fiquemos todos na Paz, que excede todo o entendimento, 
do Nosso Senhor Jesus Cristo de Nazaré.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Um grande teatro


Queridos leitores, Matrix vai, novamente, servir para os propósitos de Deus hoje... ahhh vai!

Mesmo que eu sempre diga, e lá vai clichê, que Deus usa instrumentos santos para seus propósitos santos, valho-me do filme Matrix, qualquer que tenha sido os propósitos dos produtores. Será que, paradoxalmente, escrevo nesse artigo algo favorável à coisas as quais sou contra? Um tanto complicado, mas lá vai: contemporaneamente a sociedade vivencia um grande teatro com diversos palcos, cujas atrações agradam a todos os gostos. Nas assistências encontram-se pessoas necessitadas de respostas para vários questionamentos de suas vidas. São os espectadores. 

São muitas atrações, mas há um padrão nesse teatro: todas as atrações tem o objetivo principal de "ocupar" as pessoas com "entretenimento" o tempo todo. São apresentações de futebol, lutas, filmes, musicais, várias "abas" abertas simultaneamente. Existe numa sala um atrativo, uma grande tela, conhecida como TV. Por ali entram informações globalizadas, fazendo o espectador assimilar no seu subconsciente todo o tipo de degeneração ética e moral e onde há grande destaque para manchetes ruins, pois a direção do teatro diz que o povo gosta e precisa de violência, muitas vezes sob as supostas críticas "do bem", do apresentador. Os espectadores são sugestionados a consumir todo o tipo de produtos que o teatro nas suas apresentações sugerem. São alimentos industrializados que fazem mal a saúde; produtos de segurança pessoal e residencial; seguros diversos que dão a falsa sensação de segurança e outros produtos com a obsolescência programada, para que as indústrias funcionem e continuem "gerando empregos".

Há um recurso muito "cool" nesse grande teatro. O espectadores podem interagir entre eles, através de bate-papos,  interação social com amigos que estão nessa e em outras salas. Chamam isso de internet, e dentro dela, algo chamado facebook, entre outras interfaces semelhantes. Esses recursos de interatividade do teatro, tomam grande parte do tempo da vida familiar e de convívio geral das pessoas, causando todo o tipo de dano. 

O objetivo escuso desse teatro é afastar o povo das coisas que são verdadeiramente importantes para as suas vidas. O povo pensa que está no controle, sendo entretidos e que tudo está normal. Esse grande teatro faz as pessoas esquecerem dos problemas existentes. Ficam tão ocupadas em assistir a sua programação, que não se importam mais com o que acontece dentro das suas próprias casas, famílias, círculos de amigos e muito menos com o que fazem seus representantes no governo dessa sociedade, e que diz respeito a suas sobrevivências. 

O mal fica livre para agir, enquanto os espectadores são "entretidos". Mas dentro desse objetivo escuso há um motivo principal, mais funesto e terrível:  afastar as pessoas de Deus. Negar-lhes a verdade, expondo-as, inclusive, a falsos mestres e seus sofismas. Esse teatro apresenta as coisas de Deus como religião e diz que religião e política não se discute. Afinal cada um tem sua crença e todos os caminhos, ou seja, todas as religiões levam à Deus. Afastam as pessoas de Deus e da verdade, criando o pensamento de que Deus é uma religião, uma crença inútil, dentre tantas,  e não o criador e mantenedor de todas as coisas. Nessa grande apresentação, mostram que a terra gerou a vida e que o ser humano evoluiu dos macacos. Só não explicam quando a alma entrou no homem (o elo perdido). Impedem que as pessoas alcancem o objetivo de suas existências, que é a comunhão com Deus, seu criador. Esse teatro e seu nefasto dominador e diretor impedem que o povo pense, reflita, se concentre naquilo que é verdadeiramente importante.

Vamos assistindo contemplativamente ao teatro. Teatro atrativo, tão bem dirigido pelo seu dominador/diretor e seus asseclas. Lugar onde reina o interesse econômico, a violência, o desamor, enfim a falta de todas as virtudes, que só vem de Deus.  Por trás do pano, o inimigo efetiva seus terríveis feitos, controle de governos por governos externos causando ao povo todo o tipo de prejuízo, levanta supostos "pastores" que pregam a doutrina da prosperidade, tentando trazer as pessoas à presença de Deus por meio de promessas de prosperidade material, numa tentativa de denegrir a pessoa de Deus, através de seus interesses financeiros e carnais.

Como podemos ver, esse grande teatro com suas várias apresentações é o mundo. 

Enquanto assistimos, o inimigo vai tornando o mundo num lugar terrível para se viver. Como no filme, somos transformados em meras "baterias", para que a "máquina" funcione. Vivemos uma ilusão, erradamente entendida por todos, como uma realidade.

O povo abandonou Deus. Diz não precisar d'Ele. Oferece ao inimigo a chance de continuar a dominar tudo.

O teatro, conforme vimos, é o mundo, dominado e dirigido, temporariamente, pelo inimigo, o diabo. Os espectadores somos todos nós. A cápsula vermelha é o Senhor Jesus Cristo de Nazaré. Para aquele que a toma não há volta, como no filme Matrix, está fora do teatro. Quando aquele que tomou a pílula vê a realidade, a verdade é revelada, que não é aquela de Matrix. Caem as escamas dos olhos, o bloqueio dos ouvidos e dos demais sentidos. Consegue ver então, toda a manipulação. Recebe a sabedoria que Deus dá aos seus:
 "Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam." (1Co 2:9)
Quem toma a cápsula vermelha, conhece a verdade, que é Yeshua Hamashia, Jesus Cristo de Nazaré e nunca mais será o mesmo. Aquela "velha" pessoa não existe mais. Ela não é mais enganada pelo teatro e seu dominador. Conhece todo o teatro, suas atrações e apresentações. Sabe quem é o manipulador do mundo. Sabe que muitos são usados pelo diabo para desencaminhar milhões, e se precavê.

Para finalizar: nos está sendo oferecida a cápsula vermelha. Essa cápsula vermelha está cheia do precioso sangue de Jesus. Quando esse sangue entrar na nossa corrente sanguínea, nos transformará completamente. Nossos olhos se abrirão, nossos ouvidos ouvirão, a verdade virá e será como a luz nas trevas. Todo esse teatro, toda a mentira, falsos mestres com seus falsos evangelhos, seus sofismas, serão desmascarados. Todas as perguntas sobre nossas existências serão respondidas, com muito mais provas do que a ciência pode oferecer, pois Deus trabalha no sobrenatural, onde a ciência não alcança.

Tomar ou não esta maravilhosa cápsula? Ou será preferível escolher o caminho do vilão traidor do filme Matrix, que escolheu viver uma bela ilusão do que aceitar e viver a verdade, o que, inevitavelmente, o levou a morte. 
Há somente um caminho para se chegar à Deus e esse caminho é o Senhor Jesus Cristo de Nazaré.
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João 14:6).
O Senhor Jesus Cristo está às portas. Maranata.

Pensemos nisso!...

Fiquemos todos na Paz, que excede todo o entendimento, 
do Nosso Senhor Jesus Cristo de Nazaré, Yeshua Hamashia.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Seguro para as nossas inseguranças


Uma reflexão: Será que você pensa que Deus nos criou para que tivéssemos uma vida atribulada, com medo de tudo?

O Estado brasileiro, certamente, não nos dá a segurança necessária. Diante disso precisamos gastar nossos recursos financeiros com alarmes, cercas eletrificadas, vigilantes, e outros sistemas de segurança. Somos onerados novamente por coisas que já estão incluídas nos altos impostos que pagamos, dentre outros; a segurança.

O mundo nos torna dependentes das coisas do mundo. Um círculo vicioso. Somos escravizados, vivendo do que o mundo nos faz acreditar que precisamos. Tudo para nos distanciar da verdadeira solução para saciar o grande vazio, que teima em morar dentro de nós.

Deus não nos criou para que vivêssemos atribulados, numa situação de prisão dentro das nossas próprias casas.

Fazemos seguro contra terceiros, roubo, incêndio, tempestades, vendaval, tsunamis, tamanho é o nosso medo de tudo. O mundo nos oferece soluções, que nos dão a falsa sensação de segurança, paz, tranquilidade e até prosperidade.

Deus quando nos criou, nos criou para Ele. Ele nos queria juntos dEle, mas nossos pais desobedeceram e saíram da Sua presença. É uma situação semelhante, como aquele homem que estava pescando tranquilamente. Veio alguém sugerindo que ele deveria aumentar os seus negócios, comprar mais barcos, pescar maior quantidade de peixes, vender nos diversos mercados, de tal forma que no fim das contas, ele tivesse a tranquilidade, de um dia, poder pescar em paz, na prosperidade. Surpreendentemente, virando as costas para essa interesseira, gananciosa e tentadora "oferta", o homem responde que já está fazendo isso e não precisa passar por toda essa tribulação para chegar a uma condição e situação em que ele já se encontrava. Estava pescando tranquilamente.

É assim com Deus. Saímos da sua presença, por desobediência, para passar todo o tipo de dificuldades, para depois desejarmos estar novamente na Sua presença, onde teremos a verdadeira paz e prosperidade. O pior é que muitas pessoas não reconhecem que precisam de Deus. Não "cai a ficha" que fomos feitos por Ele, para Ele e que precisamos dEle. Só sabem que há um tremendo vazio que não é preenchido por coisa alguma. Não adianta namorada nova, esposa nova, carro novo, moto nova, casa nova, reformas, TV nova, som novo, celular novo, etc. Nos cansamos de tudo e o vazio, que sempre esteve ali, se revela mais forte. Então me vem, nesse momento, a lembrança de uma frase muito conhecida: "Esse homem é tão pobre que a única coisa que ele tem é dinheiro". 

 Jesus Cristo fala o seguinte, para a Igreja de Laodicéia, em Apocalipse 3:17-18: 
"Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas."
Sem Deus somos pobres, cegos e nus. Sem Deus, não possuímos a verdadeira riqueza e prosperidade, que são as coisas espirituais do Pai; somos cegos porque não enxergamos a verdade e nus por estarmos vestidos do pecado. Ou você ainda acha que existe alguém perfeito, que não seja Jesus Cristo? Achamos que temos tudo o que precisamos. Pensamos que não precisamos de Deus e de ninguém, mas o vazio persiste.

Esta é uma mensagem de Jesus, muito específica para a Igreja de Laodicéia, por vários motivos situacionais daquela Igreja, mas que cabe bem nesse momento do artigo.

Ressaltando: Deus nos diz que a verdadeira segurança, riqueza e prosperidade, vem somente dEle. A solução para o nosso vazio interior, é a maravilhosa presença de Deus, nas nossas vidas. O Deus vivo dentro de nós.

Sobre a reflexão, posso dizer que, mesmo com Deus, teremos tribulações, mas tudo estará nas mãos dEle, que tudo pode. Estaremos em mãos excelentes, únicas e divinas. Dessa forma, quem se preocupará com tribulações?

Deus é o seguro para as nossas inseguranças, nosso porto seguro.

Fiquemos todos na Paz, que excede todo o entendimento, 
do Nosso Senhor Jesus Cristo de Nazaré, 
o Deus de Abraão, Isaque e Israel.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Sinais, prodígios, milagres de Deus

Passeando pelas histórias bíblicas, vemos grandes sinais, obras do Senhor. Ficamos maravilhados ao lermos em Êxodo 14:15, o mar se abrindo para que o povo de Deus passasse a pés enxutos para o outro lado, a salvo dos egípcios perseguidores. 

É tão lindo quando lemos em João, capítulo 2, Jesus transformar água em vinho de qualidade. É impossível não se emocionar quando vemos Jesus, trazendo Lázaro, morto a quatro dias, de volta a vida. Especialmente quando sabemos que os judeus, segundo a doutrina que acreditavam, achavam possível, numa remota possibilidade, a ressurreição acontecer até o terceiro dia da morte, quando o espírito ainda estava ao derredor do corpo. Mas Jesus para mostrar o poder e a glória de Deus, esperou até que se passassem quatro dias, o que era considerado mais do que impossível, para só então, trazer Lázaro novamente a vida. 

Atualmente, embora o ceticismo de muitos, Deus ainda faz muito sinais, como curas, sinais prodigiosos da presença do seu espírito, e muitas outras maravilhas. No entanto não precisamos esperar esses sinais maravilhosos para aquecer a nossa fé. É exatamente isso que o homem procura para que acredite nas coisas de Deus. Mas Jesus nos disse, que bem aventurado é aquele que não precisa ver para crer, em outras palavras, que devemos viver pela fé. Muitos de nós buscam desesperadamente esses sinais, colocando essas visões como pré-requisitos, condições para se ter a fé, que é somente Deus quem nos dá. Contrariando essa busca, Deus nos traz uma grande notícia, cujos fatos estão diante dos nossos olhos, mas não percebemos:

TUDO É UM MILAGRE DE DEUS! Querem ver?

A vida, mal entendida por nós, é um grande milagre de Deus. Nossos filhos são milagres de Deus. Cada componente da nossa família e nós mesmos, somos milagres de Deus. A "máquina humana" é uma grande obra de Deus, com seus intrincados sistemas de funcionamento, mal compreendidos pelo homem até os dias atuais. Vemos na natureza, reações físicas  e químicas, muitas inexplicáveis, sistemas vinculados que na sua integração fazem o todo funcionar. Tudo milagre de Deus. Todo o sistema solar, através de seus diversos movimentos, como por exemplo, de rotação e translação; forças diversas, como da gravidade, e do magnetismo, fazendo tudo funcionar como é necessário. O homem através de suas explicações científicas tenta apresentar as razões do funcionamento das coisas, ou seja tenta explicar com sua inteligência e sabedoria as coisas que são da sabedoria e conhecimento de Deus, que Ele criou e sustenta. É isso mesmo, Deus sustenta todas as coisas. Tudo foi criado por Ele, para Ele e é sustentado por Ele. Todas as coisas estão em Deus. 

Quando aceitamos e entendemos a mão de Deus em todas as coisas é que vamos novamente nos achegando ao Pai. Reconhecendo a divindade de Jesus Cristo, como maravilhosamente consta em João 1:1-14, como Deus sempiterno. Grande é a arrogância do homem, quando tenta explicar através da sua vã sabedoria e inteligência, as coisas de Deus, de tudo o que Ele criou. Só nos resta aceitar, através da sabedoria e conhecimento que nosso Deus nos dá, as Suas maravilhas, que estão ao nosso redor o tempo todo.

Fico emocionado ao ler o livro mais antigo da bíblia, Jó, no capítulos 39; 40:6-24; e 41, onde Deus manifesta o Seu poder e apresenta os Seus prodígios, assim ficando aparente a ignorância do homem e a sua pequenez diante do criador de todas as coisas que vemos e não vemos.

Se não cremos, ou temos dúvida da existência de Deus é porque simplesmente não queremos crer, porque além da sua palavra, que é fiel, tudo ao nosso redor demonstra a Sua existência, o Seu conhecimento, o Seu poder, a Sua sabedoria, a Sua honra, a Sua glória, a Sua santidade, o Seu amor, a Sua fidelidade, o Seu cuidado conosco, e todas as demais virtuosidades do nosso Majestoso e indescritível em palavras humanas, Pai Celestial, Adonai.

Fiquemos todos na Paz, que excede todo o entendimento, 
Nosso Senhor Jesus Cristo de Nazaré.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Detroit, nos EUA, uma cidade fantasma?

Foi grande surpresa para mim, quando soube e vi, através artigos, fotos e vídeos, a decadência da cidade de Detroit, nos EUA. Na década de 60 teve a maior renda per capta do país e hoje é considerada uma cidade fantasma, com mais de 78 mil prédios abandonados. Uma cidade que no seu auge teve mais de 2 milhões de habitantes, hoje tem aproximadamente 700 mil habitantes. 700 mil habitantes?  Como pode acontecer que uma cidade com 700 mil habitantes ser considerada uma cidade fantasma? Detroit possui ainda, um número muito maior de habitantes do que a maioria das cidades brasileiras possuem. É algo que nos leva a refletir muito. Entender os fatores que levaram uma cidade de sucesso a uma situação como esta. Detroit, cidade economicamente quebrada, com alto índice de criminalidade, com serviços essenciais em decadência, marginalizada, com falência judicial pedida, com uma dívida superior a 18 bilhões de dólares. Orar à Deus para reerguer essa cidade é necessário. No entanto, trago esse exemplo real, para que vejamos que as coisas dos homens são passageiras, frívolas, sem valor. A glória humana logo se esvai. Uma cidade promissora, como Detroit, sofre uma queda inimaginável nos seus tempos áureos. Sabemos dos problemas da indústria automobilística de Detroit, mas não sabemos como a cidade se encontrava espiritualmente e que tipo de ataque espiritual essa cidade e seu povo sofreu. Nos resta somente refletir, como já mencionei, que as coisas dos homens e a sua glória acabam dessa forma. As obras humanas se vão, transformam-se em ruínas, como temos visto no decorrer de toda a história humana. No entanto o homem não aprende a lição e continua valorizando coisas que nada valem. Buscam uma falsa glória, pois a verdadeira Glória é aquela que só existe e pertence à Deus. O homem, sem saber, busca desesperadamente Deus. Precisa de Deus para reativar o "link" espiritual que perdeu com o seu Criador no Éden. Se pararmos para pensar, nos episódios da nossa vida, perceberemos com clareza, essa nossa busca. Um trecho bíblico me vem a memória quando escrevo esse artigo:
 "Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te." (Apocalipse 3:17-19)
Jesus Cristo é muito claro quando fala essas palavras, através da visão dada por Deus ao apóstolo João,  no cativeiro, na Ilha de Patmos, na Grécia.

Outro exemplo bíblico, que ilustra muito bem esse problema é:
"Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado." (Lucas 14:11)
Vejo esse texto bíblico, no contexto deste artigo, da arrogância, do poderio econômico, da abastância dos homens, que acham que podem viver, plenamente, pelas próprias forças, que não precisam de Deus, pois estão fartos e abastados, falta-lhes a humildade. No entanto, no texto de Apocalipse, citado acima,  podemos ver o engano dos homens, pois a verdadeira riqueza vem de Deus. Riqueza que nunca acaba, não decai, não deprecia. A verdadeira riqueza é o ouro, refinado pelo fogo, do Senhor. São as coisas de Deus. Independentemente de qualquer outra coisa, devemos buscar esse ouro refinado, vestir as vestes brancas, a pureza e a riqueza, que só o Senhor Jesus Cristo nos dá. A recuperação de Detroit não depende da força dos homens, mas sim única e exclusivamente do poder e da vontade de Deus.

Fiquemos todos na Paz, que excede todo o entendimento, 


do Nosso senhor Jesus Cristo de Nazaré.